As palavras inarticuladas da loucura não suscitam o verdadeiro e o falso, pode-se dizer serem elas uma fala originária numa lógica pré-reflexiva, ou melhor, originária e primordial. Sempre significam mais ou menos do que se espera delas. A fala do louco é sempre excessiva, como a linguagem dos místicos que ousam se dirigir a Deus de igual para igual. É uma palavra próxima à da poesia quando a palavra não recobre as coisas, é ainda um desejo sem objeto de desejo como uma felicidade ou uma tristeza sem causa.
Olgária Matos


 No limite da arte: a Loucura e a Síndrome de Down
Sérgio Penna & Wilson Sukorski
Revista Rádio Nova
Rio de Janeiro, UFRJ, ECO/1999
(texto .doc)
Link  : Pazzo a Pazzo

 
Nós, Sergio Penna, diretor e pesquisador teatral e Wilson Sukorski, compositor e músico eletrônico, formamos a Pazzo a Pazzo, juntamente com Guido Leonarduzzi, ator e acompanhante terapêutico de Trieste - Itália e Silvana Matteussi, produtora. Ao longo de quatro anos,  desenvolvemos o conceito de Arte Limite, investigando artisticamente a linguagem emergente de grupos especiais: portadores da Síndrome de Down e pacientes de serviços de saúde mental. 
No limite da arte, temos de um lado uma lógica linear, um conhecimento intelectualizado e a consciência crítica,  e  de outro um movimento entrópico, pleno de anárquicas possibilidades (dimensões infinitas do possível)  trazendo consigo a experiência trágica por excelência.
As situações limites vividas entre extremos, o riso e o choro, o grito e o silêncio, a ordem a e anarquia, o real e o absurdo, trazem à tona discursos aparentemente frágeis e desconexos, fragmentações, citações, vislumbres, debilidades e delírios,  formando um todo aparentemente desarticulado e ineficiente.
Estes discursos, a princípio tautológicos, desde que observados com tato e atenção, podem revelar linguagens com lógicas próprias, rituais expressivos, vocabulário e sintaxe originais, numa busca intrínseca de comunicação.
Nosso percurso com a Arte Limite, iniciou-se em 1994 quando realizamos dois programas de rádio com adolescentes portadores da Síndrome de Down, que freqüentavam a escola Cadi de São Paulo - Centro de Apoio ao Desenvolvimento Integral do Down. 
O Down tem um espaço de expressão extremamente reduzido na sociedade. Sua área de atuação costuma restringir-se ao eixo casa - instituição. Os demais espaços sociais são cenários, nos quais ele é apenas um espectador sem direito a voz. A experiência com trinta e três jovens, vinha a romper com isto. 

Partindo de uma proposta construtivista da escola, onde o aluno é sujeito de sua aprendizagem, apreendendo as novas informações através de uma rede de analogias, a partir de um conhecimento que ele já transporta consigo, os programas foram criados dentro de uma abordagem ?work in progress?. 
Traziam uma dinâmica básica: falar (cantar e dar) e ouvir (receber e discernir). Saber escutar é, também, uma atividade criadora, que pode desencadear uma oralidade carregada de múltiplas paisagens internas. Sonoridades íntimas brotavam aparentemente sem finalidade. O titubeante discurso foi se firmando através de sussurros, gaguejos, gritos, até chegar à palavra articulada que trazia idéias e sentimentos, ultrapassando barreiras psico-motoras e dificuldades de auto-percepção e da percepção da alteridade.
O primeiro programa foi ?Diário de Bordo, Fragmentos de Uma Viagem Sonora? (1994, 50 min., DAT, transmitido em Rádio Pirata para a cidade de São Paulo e pela Rádio Cultura FM - SP para todo o Brasil) e contou com a participação do músico José Angelino Bozzini. Eram poemas, confissões, relatos, canções, ficções: o portador da Síndrome de Down como autor de sua própria história, de seu próprio texto, de seu próprio programa de rádio.
Em seguida foi produzido ?Multidown, Um Poema Musical? (1994,      50 min., DAT, transmitido pela Rádio Cultura FM - SP). Neste segundo programa, o adolescente down, visto por alguns como anjo e por outros como demônio, pôde ter a oportunidade de relacionar-se com o mito de Narciso e  vivenciá-lo numa dimensão mais profunda. Narciso, ao olhar o rosto no reflexo das águas, não só estabeleceu a nitidez dos contornos faciais, mas, também refletiu sobre as mil almas que habitavam seu peito. Este monólogo interior é extremamente importante para estabelecer diálogos futuros. Quando alguém se conhece, é o outro que surge em sua frente. 
Neste processo com os downs, pudemos ritualizar e reatualizar as experiências de Bob Wilson, dramaturgo e encenador que fundamentou uma estética teatral, estimulado pelo contato com pacientes da Byrd Hoffman Foundation de Nova York (surdos, autistas, senis e deficientes), nos permitindo através de olhares atentos e ouvidos cuidadosos, descobrir a estreita relação entre a música e o teatro contemporâneos e a arte de adolescentes downs.
Depois destes trabalhos, a indagação para o artista tornou-se inevitável: Existe um Down em mim? Eu existo no Down?


Ele usava palavras quaisquer, do dia-a-dia, e as destruía. Elas tornavam-se como que moléculas, mudando sem parar, quebrando-se em pedaços o tempo todo, palavras multifacetadas, não como uma linguagem morta, mas como uma rocha se desintegrando. Ele estava sempre redefinido códigos.
Robert Wilson
(sobre a poesia da criança autista Christopher Knowles)

 
Após esta experiência, fomos convidados pelo Grupo Biruta de Artes Cênicas (ONG sediada em Santos, que lida com aspectos de qualidade de vida de pacientes usuários de serviços de saúde mental), a realizar um projeto de teatro e música.
Mergulhar na expressividade artística da loucura, foi como mergulhar na cena original e no tempo original: o movimento que se repete, o olhar melancólico, o andar em volta do mesmo ponto, a risada generosa, o texto entre o siso e o improviso, frágeis detalhes que desvelam fortes emoções. São pensamentos que formam delicados poemas. Um tempo de falar diferente do tempo de pensar provocando solidões clownescas. Um tempo elástico por excelência, que se distende ou se comprime em ondas regidas por puro acaso.  Uma descontinuidade em movimentos impregnados de paixão. Um pré-texto: fonemas não-semantizados revelados como desejo pueril e sopro de psique. Uma proto-linguagem.
É de 1995 o espetáculo teatral ?Ulikses?  apresentado no SESC Pompéia - SP, Teatro do SESI - Santos - SP e Pier do Gonzaguinha - São Vicente - SP, uma singular adaptação da Odisséia Homérica, com pacientes do Serviço de Saúde Mental de Santos.
Em cena, o herói, não sem razão, modifica o mito e entrega-se às sereias.
O périplo de Ulisses, dominado pela razão e pela astúcia, é subvertido por uma outra lógica e por outros desejos. O Ulisses louco não quer somente escutar o canto, quer também o encontro e o prazer, e além de tudo sobreviver e retornar aos braços da amada Penelope.
As tragédias e mitos pessoais encontrando-se com as tragédias e mitos universais. A subversão dos discursos convencionais e a irrupção de lógicas insólitas.
Nesta época, nosso trabalho estendeu-se para a cidade de São Vicente. Criamos com pacientes do Núcleo de Atenção Psicossocial, o espetáculo ?Mito e Loucura,  Um Ritual Cênico? (1996, Espaço Casa do Barão - São Vicente-SP).


A atmosfera mágica do mito Demeter e Persefone é confrontada com a realidade do cotidiano dos pacientes. Logo após um homicídio seguido de suicídio, ocorridos dentro do Hospital-Dia, é proposta uma montagem teatral que pudesse resgatar simbolicamente a tragédia.
Surge então, um ritual cênico onde morte e renascimento são relacionados com a origem mítica das estações do ano. A deusa Demeter, desesperada com o rapto de sua filha, espalha a tristeza na natureza trazendo o outono e o inverno. Quando Persefone retorna ao convívio da mãe, a natureza renasce com a primavera e o verão.


Fechado num navio de onde não se escapa
O louco é entregue ao rio de mil braços
Ao mar de mil caminhos
A essa grande incerteza exterior a tudo
É um prisioneiro no meio da mais livre
Da mais aberta das estradas
     Michel Foucault

 
Ficava cada vez mais claro que a Arte Limite existe antes de sua contextualização artística: há uma dramaticidade que precede a interpretação dos atores. Assim, o ator é o não ator e o músico é o não músico. É um artista essencialmente performer. Nesse caso, o artista é também linguagem. Sua obra inclui seu corpo, sua voz e seu imaginário. Uma assinatura pessoal e intransferível.
A partir de 1997, agora em São Paulo, no Hospital Dia A Casa, em projeto coordenado pelo filósofo Peter Pál Pelbart e pelas psicanalistas Renata Puliti e Paula Francisquetti, co-dirigimos ao lado do encenador Renato Cohen, um trabalho com pacientes desta instituição.
É deste ano o espetáculo  ?Ueinzz, Uma Viagem a Babel?, apresentado no Tuca Arena e Teatro Oficina - SP. Diferentes universos internos propiciavam uma multiplicidade de linguagens, em torno da busca da Torre de Babel: provações, desafios e conquistas.
Em 1998, criamos ?Dedalus? encenado no Centro Cultural São Paulo, sala Jardel Filho, dentro do projeto Poéticas do Inconsciente - Três Noites no Limite da Arte,  promovido pela Pazzo a Pazzo, que reunia palestras, espetáculos e exibição de vídeos.
A apaixonada viagem de Orfeu aos infernos em busca de Eurídice, o destino traçado, o mapa pessoal, os caminhos do labirinto, as asas de Dédalo, formavam o roteiro.

Ainda dentro do projeto Poéticas do Inconsciente, apresentamos ?EmMiMesmado?, onde, a partir da gravura Melancolia do artista alemão Dürer, traçou-se um delicado painel cênico e sonoro dos mitos pessoais de atores que são pacientes de serviços de saúde mental de Santos e de São Vicente.
Este espetáculo reunia também excertos de outras produções por nós realizadas nas áreas de vídeo e rádio. São elas:
?Ulisses, O Herói Seduzido? (1997, 17 min., Betacam), lançado no  Instituto Cultural Itaú e exibido no  Programa Zoom da TV Cultura - SP, para todo o Brasil. Um documentário poético protagonizado por usuários do serviço de saúde mental de Santos, que registra o olhar da loucura diante do mito. Um olhar que busca, deseja e interfere. Participações especiais da filósofa Olgária Matos, do músico Livio Tragtenberg e do psiquiatra Paulo Amarante.
?O Rapto de Persefone? (1998, 20 min., Betacam), exibido nacionalmente no Programa Zoom da TV Cultura - SP. Documentário poético que focaliza o encontro entre arte e loucura. A atmosfera mágica do mito é confrontada com a realidade cotidiana dos usuários do serviço de saúde mental de São Vicente.
 ?Glossolalias A Loucura Fala? (1998, 50 min., DAT, co-realizado com a Rádio Cultura FM - SP). Ficção radiofônica sobre o universo sonoro de usuários de serviços de saúde mental de Santos, São Vicente e do Hospital dia A Casa - SP. Textos, canções, poesias, relatos e fragmentos de espetáculos de teatro e música, além de excertos glossolálicos de autores como Hugo Ball, Antonin Artaud, Fernando Pessoa, Raoul Hausmann, entre outros. Participações especiais da filósofa Olgária Matos e do poeta Claudio Willer.
 


O discurso de quem ?fala em línguas? é ininteligível, mas não carece de forma. Pelo contrário: oferece-se à nossa percepção como uma forma verbal pura. É uma arquitetura de sons edificada como a linguagem rítmica do poema.
          Octavio Paz

 
A arte contemporânea pode abrigar a linguagem destes artistas absolutamente singulares, com uma força expressiva em cada gesto e palavra, plena de tragédias, lirismos e situações cômicas.
No limite entre arte e vida, encontra-se o instante criativo da cena contemporânea.

Referindo-se ainda à mitologia grega, as Musas, filhas da Memória, esta filha do Céu e da Terra na união com Zeus, trazem o som, o nome, a palavra ao homem/poeta. Antes só havia a Noite, filha do Caos, o não nomeado, o não ser. Nesta indicação, o Dia e a Aurora surgem com os cantos poéticos. Interessante notar a ligação com o supostamente caótico e desconectado discurso de artistas especiais, loucos e  downs. Não estariam eles envoltos numa noite simbólica, precisando retomar mitos cosmogônicos e  re-criarem o (seu) universo a partir do som e da luz, da música e do teatro?



Ele não se exibe e brilhará.
    Ele não se afirma e se imporá.
    Realizada sua obra, ele não fica ligado a ela
    E como ele não se liga a ela,
    Sua obra ficará.
       TAO TE KING, XXII


 
GlossoLalias - A Loucura Fala

Glossolalia : S, f, Dom sobrenatural de falar línguas desconhecidas. (Dicionário Aurélio)



Programa de Sérgio Penna (roteiro e direção de atores) e Wilson Sukorski (músicas e áudio digital). Produção Silvana Mateussi. Realização Pazzo a Pazzo e Rádio Cultura FM de São Paulo em março 98. Montagem digital : Estúdio2 da Demolições Musicais Ltda.


Descrição Técnica :

Material sonoro recolhido em DAT Sony TCD-D7 em 48 kHz e microfone AKG 404, nos serviços de saúde mental de Santos, São Vicente e no hospital-dia ?A Casa? em São Paulo.

Pré-montagem e processamento de áudio em computador para a criação das vinhetas, coros, colagens, narrações e canções - programa Sound Forge 4.0 com plug-ins Noise Reduction \ Qsound.

As trilhas instrumentais e eletrônicas foram montadas em computador com os programas : CakeWalk Pro Audio (Midi instrumental); Csound - programa de síntese digital via software e Granny Granular Synthesis Lab (transformações e pedais eletrônicos). Instrumentos de apoio : Rodas, Gran Cordas e Peixe (criação de W.Sukorski).

Locuções institucionais e poemas gravados em DAT nos estúdios da Rádio Cultura FM com microfones Newmann U87.

Montagem final em multipista digital (16 canais) através do programa Samplitude. Mixagem digital e master gravado em DAT Tascam DA20 e CDR via placa de áudio Turtle Beach Fiji - i/o digital - Estúdio2 da Demolições Musicais Ltda.

Duração total : 49?12.


GlossoLalias - Roteiro Estrutural

1. Porta 1 :  Locutora Cultura (Música : Paralelos I).
2. Abstrato 1 : Música : te-Ato.
3. Música : Ueinzz?s song.
4. GlossoLalia Pura 1 : Ermínia solo.
5. Olgária Mattos 1 (1?06?) + (trilha instrumental)
 ?As palavras inarticuladas da loucura se vale dela ainda em ?estado de dicionário? - ou ainda não dicionarizada. Seu sentido ou sentidos ainda não suscitam o verdadeiro e o falso - pode-se dizer serem elas uma fala originária numa lógica pré-reflexiva, ou melhor, originária e primordial.
Sempre significam mais ou menos do que se espera delas. A fala do louco é sempre excessiva, como a linguagem dos místicos que ousam se dirigir a Deus de igual para igual. É uma palavra próxima à da poesia quando a palavra não recobre as coisas, é ainda um desejo sem objeto de desejo como uma felicidade ou uma tristeza sem causa.

 (Música : Cria Terra)

6. Porta 2 : Hugo Ball (Arthumiro e Jorge) e Raul Hausmann (Pedro e Arthumiro) (Tema Beta : marimba & eletrônica)
7.  Coro 1 : Celso e coro Khlebnikov  (c/ musica)
8. Cláudio Willer 1 - Tema Alpha : tímpanos e eletrônica.
Embora se manifeste primordialmente nos rituais e atos litúrgicos, a experiência não é exclusivamente religiosa. Na história da poesia, a glossolalia e outros fenômenos semelhantes aparecem com certa regularidade. O discurso de quem ?fala em línguas? é ininteligível, mas não carece de forma. Pelo contrário: oferece-se à nossa percepção como uma forma verbal pura. É uma arquitetura de sons edificada como a linguagem rítmica do poema.

(Tema Alpha solo)

9. Porta 3 : Sereias e ficções :
Colazzi Texto :  Eros
Ulisses e Penelope : Ação
Colazzi Texto : Hades
Demeter e Persefone : Ação
Tema Zeta : Vozes + Csound (costura geral)

10.  Intermezzo : Locutora meio do programa - Música : Paralelos I (excerto)
11.  Cláudio Willer II - Tema Alpha II (aressivo)
 O ?falar em línguas? foi considerado um sinal da possessão divina ou, alternativamente, da demoníaca. A Idade Moderna batizou o fenômeno com um nome científico: hipnose, epilepsia, neurose. Nomear e classificar não eqüivale a explicar, e menos ainda a compreender.

12.  Canção :  A loucura fala a fala da loucura... (Sílvia Handro)

13.  Porta 4 : Coro de Marinheiros / Solo texto : bigorna (Ono 2)
14.  Ode Marítima
(Arthumiro, Pedro na Ono, Jorge e Pedro Pessoa) (Tema : Zeta1)

15.  Musica : Ueinzz?s song II

16. Olgária Mattos 2 : texto : Ueinzz  (insert na musica)
      Ueinzz é um significante sonoro puro. É a palavra eco de um eco, um som que é uma espécie de abismo sem vertigem. Se Ermínia nos faz reconhecer a desarmonia entre as palavras e as coisas, Ricardo é arrebatado pela sonoridade da  palavra como se procurasse uma verdade que no entanto se negaria, uma verdade que é misteriosa porque é, ao mesmo tempo infalível e indemostrável.

17.  GlossoLalia Pura 2 : Ueinzz solo.

18.  Porta 5 : Antonin Artaud - Arthumiro (parte 1), Willer (parte 2), juntos : Rataras).  Tema Teta - mais calmo...
19.  Miríades de Canções

20.  Texto : A verdade por Arthumiro
 Música : Tema te-Ato.
21.  Porta 6 : Ermínia e Silvia imitação - Canção : Ondas e  puro acaso
22.  Olgária origem (c/ musica)
 O som originário na música serial - o da arte, o da loucura, volta-se para o homem depois da queda e da Torre de Babel, mostrando, então, que sons e palavras são gestos sonoros nos quais os sentidos habitam um ou mais lugares ao mesmo tempo, disseminando associações imprevistas. Compreende-los - compreender os sons que habitam as palavras - é o esforço da arte que em permanência refaz e desfaz ritos de passagem da palavra do louco, dessa palavra oracular.
23.  Arthumiro : Partida de futebol - solo

24.  Créditos finais locutora Cultura (c/musica da abertura)

FIM



(Abertura)
locutora:
Pazzo a Pazzo e Rádio Cultura FM apresentam: Glossolalias A Loucura Fala
Um programa de Sergio Penna e Wilson Sukorski

(Créditos finais)
Locutora:
Glossolalias A Loucura Fala
O universo sonoro de pacientes dos serviços de saúde mental de Santos, São Vicente e do Hospital Dia A Casa de São Paulo.
Participações especiais: Arthumiro Delchiaro Junior, Jorge Ramon, Luiz Augusto Colazzi, Manoel Luis, Pedro ...
Convidados: Olgária Matos e Claudio Willer
Performance vocal: Silvia Handro
Textos: Antonin Artaud e Octavio Paz
Poemas: Antonin Artaud, Claudio Willer, Fernando Pessoa,  Hesiodo, Hugo Ball, Khlebnikov, Paulo Leminski,  Raoul Hausmann.
Fragmentos dos espetáculos: ?Ulikses? e ?Mito e Loucura - Um Ritual Cênico?
Produção executiva: Silvana Matteussi
Realização:  Pazzo a Pazzo e Rádio Cultura FM.

(ficha técnica Rádio Cultura)



Um programa de Sergio Penna e Wilson Sukorski